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Dudu Tsuda – Parte 2

10 out

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“Motivação de canção: eu não estava preocupado se já havia usado algum recurso tecnológico, ou se o fato ou algum recurso de cenografia era batido ou não. A questão era mais uma necessidade pessoal.”

Motivação de canção: eu não estava preocupado se já havia usado algum recurso tecnológico,
ou se o fato ou algum recurso de cenografia era batido ou não. A questão era mais uma
necessidade pessoal.

Na segunda parte do depoimento de Dudu Tsuda, ele fala sobre algumas de suas instalações a as reações que causaram nas pessoas, reações mais pertinentes a emoção do que aos aparatos tecnológicos.

Dudu Tsuda – Parte 1

7 out

“Eles correm o risco de serem presos, eles podem apanhar de alguém eventualmente e aquilo é efêmero não só pra eles, para a cidade também é efêmero. Você pinta e alguém vai lá e pinta em cima, mas essa é a lógica do grafite

Depoimento do artista multimídia, músico, compositor, performer e produtor musical, Dudu Tsuda, indicado para o prêmio Sérgio Motta em 2009.

Depoimento gravado em sua casa/estúdio na Vila Madalena, Tsuda fala suas impressões sobre suas considerações e experiências com a arte urbana e um pouco de seu trabalho com as instalações - efêmeras como os grafites da cidade.

Leia alguns trechos do depoimento:

“A arte urbana foi uma manifestação muito fluida, muito natural. Ele é espontânea, então a legitimidade dela vem dessa espontaneidade que surge em centros não muito agradáveis. Você vai a Paris por exemplo, tem bem menos do que temos por aqui”

“O louco de São Paulo é que como se fosse um lugar muito podre, mas com uma plantinha que nasce, e ai começa a ter outra plantinha e etc. A sensação que eu tenho é essa. Que é uma cidade muito feia, não é uma cidade constante: tem parcelas bonitas da cidade e tem umas parcelas muito toscas e geralmente é nas toscas que essa intervenção urbana da uma amenizada na tosquidão.”

“A arte urbana do jeito que é feita é a tosquidão em si, só que aquilo do ponto de vista do prazer do olhar melhora bastante”

“No final o que sobra é essa sensação talvez, que alguém pode ter visto, alguém pode ter curtido e essa pessoa vai lembrar disso e de alguma forma traduzir em alguma ação dela, algum trabalho futuro ou simplesmente ela só vai lembrar”.