Celso Gitahy
28 ago
“O grafite dialoga com a cidade na busca não da permanência, enquanto significado de arte consagrada de uma época, mas de expansão da arte, que exercita a comunicação e faz propostas ao meio, de forma interativa. As cidades não só são o suporte, mas os tons das tintas e os movimentos todos dos surpreendente imaginário urbano” em O que é graffiti? de Celso Gitahy
Celso Gitahy inaugurou a nossa série de gravações. O depoimento foi gravado no atelier que divide com Bete Nobrega e eventualmente com os alunos de sua oficina de Stencil.
Durante o depoimento Celso fala sobre a importância da arte urbana na rotina da cidade:
“Então precisa ter umas doses de silêncio, não é nada entende? É uma obra que você pode interpretar do jeito que você quer. A arte nesse sentido do grafite é fundamental porque ela preenche essa lacuna, ela serve como um balsamo mesmo, para fazer bem pras pessoas”
Do surgimento e da motivação do grafite:
“Como aconteceu com a música, no movimento punk “faça você mesmo”, sabe? Você pega a guitarra, três acordes num fundo de quintal. E o grafite vem com essa mesma veve. Então vai pra rua e faz“.
E que além de tudo a arte precisa estar ligada ao público e ser um agente de transformação social:
“O stencil é muito bacana porque a pessoa tem todo um processo: o desenho, depois vem o corte, a impressão, até chegar no resultado final passa por algumas etapas. Nessas etapas surge a oportunidade para ir se falando de arte, de composiçao e ir incrementando esse processo”.

