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Ale Youssef – Parte 2

3 nov

Segunda parte do depoimento de Ale Youssef.

Leia alguns trechos do depoimento:

“A coordenadoria da juventude foi criada para focar e valorizar o trabalho de arte e ações de cidade e de política baseados no comportamento jovem. Qual era o comportamento jovem da cidade, o que os jovens estavam fazendo, seus principais anseios, suas formas de organização e etc. Foi um período em que o grafite ,por exemplo, foi incluído na pauta da cidade.  Uma das principais ações feitas na época foi buscar o imaginário da cidade e da identidade da cidade com o universo do grafite

“Estamos vivendo uma nova ordem mundial em que as pessoas prezam por transparência, comunicação direta, fim dos formalismos, que buscam por políticas públicas que representem a cabeça aberta para o novo; uma série de questões que acontecem hoje no mundo e que a política tradicional não representa. O artista que tem essa antena ligada absolutamente em todas essas questões acaba sentindo isso”

“É a partir da arte de hoje que pode-se criar uma nova forma de mobilização das gerações que não estão engajadas. Então se você tem a arte urbana questionadora, se você tem a música novamente iniciando uma série de questionamentos em relação a sociedade, você tem um novo ciclo de arte engajada”.

Você pode saber mais sobre Ale Youssef em aleyoussef.org

Dudu Tsuda – Parte 1

7 out

“Eles correm o risco de serem presos, eles podem apanhar de alguém eventualmente e aquilo é efêmero não só pra eles, para a cidade também é efêmero. Você pinta e alguém vai lá e pinta em cima, mas essa é a lógica do grafite

Depoimento do artista multimídia, músico, compositor, performer e produtor musical, Dudu Tsuda, indicado para o prêmio Sérgio Motta em 2009.

Depoimento gravado em sua casa/estúdio na Vila Madalena, Tsuda fala suas impressões sobre suas considerações e experiências com a arte urbana e um pouco de seu trabalho com as instalações - efêmeras como os grafites da cidade.

Leia alguns trechos do depoimento:

“A arte urbana foi uma manifestação muito fluida, muito natural. Ele é espontânea, então a legitimidade dela vem dessa espontaneidade que surge em centros não muito agradáveis. Você vai a Paris por exemplo, tem bem menos do que temos por aqui”

“O louco de São Paulo é que como se fosse um lugar muito podre, mas com uma plantinha que nasce, e ai começa a ter outra plantinha e etc. A sensação que eu tenho é essa. Que é uma cidade muito feia, não é uma cidade constante: tem parcelas bonitas da cidade e tem umas parcelas muito toscas e geralmente é nas toscas que essa intervenção urbana da uma amenizada na tosquidão.”

“A arte urbana do jeito que é feita é a tosquidão em si, só que aquilo do ponto de vista do prazer do olhar melhora bastante”

“No final o que sobra é essa sensação talvez, que alguém pode ter visto, alguém pode ter curtido e essa pessoa vai lembrar disso e de alguma forma traduzir em alguma ação dela, algum trabalho futuro ou simplesmente ela só vai lembrar”.

Bete Nobrega

7 set


No depoimento gravado em um atelier que divide com Celso Gitahy, BT Nobrega fala sobre a importância da arte em sua vida e na vida das pessoas e do seu interesse pela arte pública.

“A arte pode transformar a vida das pessoas, pode deixa-las mais alegres. Não só a pintura como a dança, como a música, como o cinema e várias outras formas de expressão. Tudo isso é arte e as pessoas têm que ir atrás, cada um pode ver o que gosta e fazer um pouco nem que seja num momento de lazer, é muito importante”

“a”a arte pode transformar a vida das pessoas. Pode deixa-las mais alegres, felizes.
Não só a pintura como a dança, como a música, como o cinema e várias outras formas de
expressão. Tudo isso é arte e as pessoas têm que ir atrás, cada um pode ver o que gosta
e fazer um pouco nem que seja num momento de lazer, porque é muito importante”
“Comecei a curtir fazer na rua por causa desse contato com vários artistas, não eu
sozinha mas várias pessoas juntas”
“Grafite como forma de expressão. Chega a ser uma terapia, você coloca os sapos que
vocÊ engoliu pra fora ali naquela hora que você esta pintando”
“Meu trabalho tem uma influência afro, e as imagens tem todas
uma simbologia. São imagens primitivas, bem simples, bem sintéticas.
O que importa mesmo é passar a simbologia,não é um trabalho rebuscado.
Inclusive eu tenho até o interesse de fazer uma coisa que fique meio tosca
mesmo, porque a coisa da rua é tosca”
“a arte pode transformar a vida das pessoas. Pode deixa-las mais alegres, felizes.
Não só a pintura como a dança, como a música, como o cinema e várias outras formas de
expressão. Tudo isso é arte e as pessoas têm que ir atrás, cada um pode ver o que gosta
e fazer um pouco nem que seja num momento de lazer, porque é muito importante”
“a arte pode transformar a vida das pessoas. Pode deixa-las mais alegres, felizes.
Não só a pintura como a dança, como a música, como o cinema e várias outras formas de
expressão. Tudo isso é arte e as pessoas têm que ir atrás, cada um pode ver o que gosta
e fazer um pouco nem que seja num momento de lazer, porque é muito importante”
“a arte pode transformar a vida das pessoas. Pode deixa-las mais alegres, felizes.
Não só a pintura como a dança, como a música, como o cinema e várias outras formas de
expressão. Tudo isso é arte e as pessoas têm que ir atrás, cada um pode ver o que gosta
e fazer um pouco nem que seja num momento de lazer, porque é muito importante”
arte pode transformar a vida das pessoas. Pode deixa-las mais alegres, felizes.
Não só a pintura como a dança, como a música, como o cinema e várias outras formas de
expressão. Tudo isso é arte e as pessoas têm que ir atrás, cada um pode ver o que gosta
e fazer um pouco nem que seja num momento de lazer, porque é muito importante”

Celso Gitahy

28 ago

Convite e[3]..
“O grafite dialoga com a cidade, na busca não da permanência, enquanto significado de arte consagrada de uma época, mas de expansão da arte, que exercita a comunicação e faz propostas ao meio, de forma interativa. As cidades não só são o suporte, mas os tons das tintas e os movimentos todos dos surpreendente imaginário urbano” (GITAHY, 1999, p. 17 e 18).
o que é graffiti? 1999

“O grafite dialoga com a cidade na busca não da permanência, enquanto significado de arte consagrada de uma época, mas de expansão da arte, que exercita a comunicação e faz propostas ao meio, de forma interativa. As cidades não só são o suporte, mas os tons das tintas e os movimentos todos dos surpreendente imaginário urbano” em O que é graffiti?  de Celso Gitahy

Celso Gitahy inaugurou a nossa série de gravações.  O depoimento foi gravado no atelier que divide com Bete Nobrega e eventualmente com os alunos de sua oficina de Stencil.

Durante o depoimento Celso fala sobre a importância da arte urbana na rotina da cidade:

“Então precisa ter umas doses de silêncio, não é nada entende? É uma obra que você pode interpretar do jeito que você quer. A arte nesse sentido do grafite é fundamental porque ela preenche essa lacuna, ela serve como um balsamo mesmo, para fazer bem pras pessoas”

Do surgimento e da motivação do grafite:

“Como aconteceu com a música, no movimento punk “faça você mesmo”, sabe? Você pega a guitarra, três acordes num fundo de quintal. E o grafite vem com essa mesma veve.  Então vai pra rua e faz“.

E que além de tudo a arte precisa estar ligada ao público e ser um agente de transformação social:

“O stencil é muito bacana porque a pessoa tem todo um processo: o desenho, depois vem o corte, a impressão, até chegar no resultado final passa por algumas etapas. Nessas etapas surge a oportunidade para ir se falando de arte, de composiçao e ir incrementando esse processo”.